Carniça é do que se alimentam. Por um pedaço de carne, são capazes de tudo. Destroçam, reviram, causam dor sem dó. Tudo pela carniça. Não falo de urubus, falo de gente. Destroem cérebros, infernizam vidas por um pedaço de carne e, no fim, sequer estão alimentados.
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Quando eu gosto muito de uma coisa, nunca consigo pensar numa legenda boa o suficiente.
Todo mundo adora criticar, mas quando se trata de arte, por algum motivo, a gente deixa que os críticos exerçam nosso hobby preferido. Sem perceber, ficamos sem voz, reproduzindo “isso é” e “isso não é” baseado no que alguém afirmou antes da gente. Podemos não reconhecer, de imediato, que tenhamos esse comportamento, mas pense bem, por que Éguinha Pocotó não é arte? Você saberia argumentar? Dizer “porque não” é muito fácil.
Não quero, aqui, diminuir a importância de crítico algum, muito menos subestimar anos de estudo que dedicaram às artes. Proponho uma inclusão, que só pode existir através do debate. Debate este que fará com que juntos determinemos o que é digno de ser apreciado. Se até os críticos podem tantas vezes se contradizer, o que os fazem tão mais certos do que nós?
Entre os que priorizam o belo, a técnica, a originalidade ou a capacidade de fazer pensar/sentir, as opiniões se dividem, mas o importante é opinar. Se grafite, pixação, videogame ou manifestações culturais como a pornografia podem, em algum aspecto, serem inclusos no mundo das artes, é você quem diz… se souber o porquê. Quem já assistiu “Obrigado por fumar” sabe do que eu estou falando, “para estar certo, basta não estar errado”.
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